A IMPRENSA BRASILEIRA COMPLETA 200 ANOS NESTE DOMINGO

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200 anos da Imprensa1º de junho tem espaço garantido na agenda de todos os jornalistas brasileiros, pois é o Dia da Imprensa. Essa data era comemorada dia 10 de setembro, quando começou a circular “A Gazeta do Rio de Janeiro”, mas mudou devido a contestações de historiadores. Então assim foi criada a lei nº 9.8831 de 1999 determinando que a data mudasse para 1º de junho, dia do nascimento do primeiro jornal brasileiro em língua portuguesa, “Correio Braziliense”, criado por Hipólito da Costa (jornalista exilado na Inglaterra). Mas não podemos esquecer que meses antes, em maio de 1808, D. João fundou a Imprensa Régia, que mais tarde foi batizada como Imprensa Nacional. E quem diria, quase 143 anos depois Assis Chateaubriand construiu um verdadeiro império, os “Diários Associados” (34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 canais de tevê, 01 agência de notícia, as revistas “O Cruzeiro” e “A Cigarra”). E graças a ele a primeira emissora televisava, a TV Tupi, em 1950, a popularizando no país.

A história da imprensa pode ser até confundida com a história do país, porque há grande vínculo principalmente com a política e passou por períodos da mordaça (ditadura militar) e comemorou a democracia junto com a liberdade de expressão.

Ao resolver escrever esse texto, fiquei pensando que seria melhor propor debates (algo muito presente ou que deveria ser no curso de jornalismo, caso também existisse interesse dos alunos – coisa rara hoje em dia), como: Será mesmo que vivemos em liberdade de expressão? Ao folhear várias revistas no final do mês de abril vi várias publicidades reivindicando a falta dessa liberdade, promovidas pela Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), pois estão censurando os comerciais de cerveja. O que adianta censurar os comerciais, se as cervejas continuam sendo vendidas em beira de estrada, baladas, supermercados? E não pára por aí, programas de televisão também estão sendo censurados. Tem algo estranho no ar… Precisamos acordar!

Jornal, revista, rádio, televisão e internet. Ah… internet! Anda assustando os jornais impressos, como acontecia na época da tevê versus o rádio. E olha que muitos diziam que o rádio não iria sobreviver, e cá está ele firme e forte com seus 85 anos. Passaram 200 anos e os mesmos medos continuam. Ninguém pensa em somar, tudo é concorrência. Amor à profissão? Vejo poucos assumirem. Alguns por decepção, outros por timidez e muitos por ambição. Mas a dona Imprensa está aí, no dia-a-dia de cada cidadão, em suas várias formas (áudio, papel, digital, imagem), sendo por excelência prestadora de serviço e os olhos da nação, mesmo que utilize na maioria das vezes doses exageradas de sensacionalismo e irresponsabilidade como aconteceu no inesquecível caso da Escola Base em 1994 (quando pais acusaram os donos da escola de ter abusado sexualmente dos alunos). Muitas manchetes de vários veículos anunciavam ser a “Escolinha do sexo”. E a mesma Folha de S.Paulo que ganhou força por cobrir todo o movimento das Diretas Já, comemorando o fim da ditadura na década de 80, sem se preocupar em apurar devidamente – através do Grupo Folha – publicou matéria com o título “Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. Segundo o site Consultor Jurídico, no final de maio de 2008, o Grupo Folha foi condenado a pagar R$200 mil de indenização por danos morais para R.F.N., hoje com 18 anos e na época com apenas quatro, filho de um dos casais acusados de abusar sexualmente de crianças. É o quarto poder de imprensa, que constrói e destrói. E mesmo assim ainda encanta milhares de pessoas que não conseguem viver sem ela.

A mesma Imprensa que nos mostra as participações de nossos atletas em jogos olímpicos ou Copa do Mundo e nos faz emocionar quando sobem ao podium pra receber medalhas batalhadas para nós, orgulhosos brasileiros. E reportagens que nos ensinam a cultura de vários lugares do mundo (uma ótima oportunidade pra quem jamais pode ou conseguirá ir até esses locais).

Esta é a Imprensa. Uma jovem senhora de 200 anos que viveu e ainda vive intensamente fatos históricos e nos ajuda a relembrar todos eles diariamente, sempre renovando com tragédias ou não. E nós, futuros jornalistas, precisamos batalhar pra que ela se mantenha viva, não permitir que o sistema a destrua, honrando nomes como Vladimir Herzog (que aos 38 anos de idade foi preso, torturado e morto nas dependências do DOI-CODI, órgão vinculado ao II Exército, no dia 25 de outubro de 1975, em São Paulo), entre outros jornalistas guerreiros que lutaram pela Liberdade de Imprensa.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO ONTEM, HOJE E SEMPRE!

 

Gisele Santos 01/06/2008

(sala 508 – JOR – 5º semestre)

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3 Respostas to “A IMPRENSA BRASILEIRA COMPLETA 200 ANOS NESTE DOMINGO”

  1. giselesantos Says:

    ué, ainda é 1 de junho, 22h41
    e word press tá lá 2 de junhoooo já

  2. raquelline Says:

    seria tão bacana se um dia pudessem reunir vários professores no auditório, com alguns convidados também jornalistas, com microfones livres pra nós – alunos – falarmos sobre a IMPRENSA

  3. uohaa Says:

    Que Linda istoria de Luta! Que injustica cometida pelo Governo Brazileiro! O pior de isto tudo que muito despes politicos ainda permanecem no governo! isto e uma Vergonha para os cidadoes deste pais!

    oh estou em Busca de um Jornalista para escrever uma materia sobre Meu Projeto website!?? alguem up to? estou em Busca de ajuda para o press release no Brasil!
    uoha . com seria o website que procuro publicar, no Dia 1/agosto/08

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