Jornalismo Econômico, no Brasil.

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      Ao contrário do que se pensa, economia é uma ciência humana. É verdade que sua grade cirricular acadêmica prevê uma série de matérias técnicas e exatas, mais focadas em cálculos matemáticos e estatísticos. Porém, essas matérias não definem a atividade econômica como um todo. Servem, no entanto, como ferramentas, para que a economia cumpra sua principal função: analisar, descrever, criticar e diagnosticar as relações de troca.

         Toda a relação humana é uma relação de troca. Seja de bens de consumo, prestação de serviço, atitudes éticas ou sentimentos. Todas as relações humanas fundamentam-se no princípio da reciprocidade.

         Partindo desse princípio, o jornalismo econômico deveria ser assunto cotidiano, popular e dirigido a todas as camadas sociais, pois trata das relações de troca, tão presentes na dia-a-dia de todas as pessoas.

         O que se percebe, porém, é que tais assuntos  concentram-se em uma faixa restrita da população. Alguns setores das classes A e B.

         Com isso, o jornalismo econômico tornou-se segmentado e específico; cada vez mais distante das  maior parte da população. Distância que se percebe na linguagem utilizada nesses veículos (sempre muito técnica e formal), e no preço das publicações (cerca de R$ 5,00 por jornal). O Jornalismo econômico parece propositalmente distante da maior parte da população.

          Veículos tradicionais, como a Gazeta Mercantil e Valor Econômico, absorvem quase todo o público consumidor desse tipo de notícias.

          O acompanhamento e, principalmente, a participação nas transformações econômicas recentes do país, não é vivenciado, se não por uma pequena fatia da população. Estima-se que somente cerca de 0,5% dos brasileiros acapanhem tais assuntos. Isso é o que afirma o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

          Tal afastamento, faz com que o crescimento econômico do país, o maior dos últimos 30 anos, não se reflita com peso nas classe mais pobres, que permanecem distantes das oportunidades oferecidas.

          O jornalismo econômico perde uma grande oportunidade: a de ser mais transparente, objetivo, aplicável e próximo da massa. Um assunto popular e cotidiano.  

Por Felipe Camargo

EDIÇÃO DE: Jornalismo Econômico, no Brasil.

Por Luciana Matiazzo

Como a população conhece o jornalismo econômico no Brasil

 

      Ao contrário do que se pensa, economia é uma ciência humana. De acordo com o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada à grade curricular acadêmica de economia prevê uma série de matérias técnicas e exatas focadas em cálculos matemáticos e estatísticos. Porém, essas matérias não definem a atividade econômica como um todo. Servem, no entanto, como ferramentas, para que a economia cumpra sua principal função: analisar, descrever, criticar e diagnosticar as relações de troca.

        Já dizia Peter Blau em Exchange and Power in Social Life, toda a relação humana é uma relação de troca. Seja de bens de consumo, prestação de serviço, atitudes éticas ou sentimentos. Todas as relações humanas fundamentam-se no princípio da reciprocidade.

         A partir desse princípio, o jornalismo econômico deveria ser assunto cotidiano, popular e dirigido a todas as camadas sociais, pois tratamos com ele as relações de troca, tão presentes na dia-a-dia de todas as pessoas.

         O que se percebe, porém, é que tais assuntos  concentram-se em uma faixa restrita da população. Alguns setores das classes A e B.

         Com isso, o jornalismo econômico tornou-se segmentado e específico; cada vez mais distante das maiores partes da população. Distância que se percebe na linguagem utilizada nesses veículos (sempre muito técnica e formal), e no preço das publicações (cerca de R$ 5,00 por jornal). Dessa maneira comprovamos que o jornalismo econômico torna-se distante da maior parte da população.

          Os veículos tradicionais, como a Gazeta Mercantil e Valor Econômico procuram atender todas as necessidades do público consumidor desse tipo de notícias.

          O acompanhamento e, principalmente, a participação nas transformações econômicas recentes do país, não é vivenciado, se não por uma pequena fatia da população. Estima-se que somente cerca de 0,5% dos brasileiros acompanhem tais assuntos.

          Tal afastamento faz com que o crescimento econômico do país, o maior dos últimos 30 anos, não se reflita com peso nas classes mais pobres, que permanecem distantes das oportunidades oferecidas.

          O jornalismo econômico perde uma grande oportunidade: a de ser mais transparente, objetivo, aplicável e próximo da massa. Um assunto popular e cotidiano.  

Veja no comentário os pontos positivos e negativos e algumas sugestões

 

 

 

 

 

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Uma resposta to “Jornalismo Econômico, no Brasil.”

  1. lmatiazzo Says:

    EDIÇÃO DE: Jornalismo Econômico, no Brasil.
    Por Luciana Matiazzo

    Jornalismo Econômico, no Brasil.
    (Seria interessante colocar um verbo nesse título para despertar interesse)
    Faltou à assinatura, eu o reconheci porque conheço o seu estilo.

    Ao contrário do que se pensa, economia é uma ciência humana. É verdade que sua grade cirricular acadêmica prevê uma série de matérias técnicas e exatas, mais focadas em cálculos matemáticos e estatísticos. Porém, essas matérias não definem a atividade econômica como um todo. Servem, no entanto, como ferramentas, para que a economia cumpra sua principal função: analisar, descrever, criticar e diagnosticar as relações de troca.
    (Quando você fala “ao contrário do que se pensa” você se embasou em que estudo ou pesquisa para poder argumentar que as pessoas pensam de outra forma?)
    E verdade = É verdade
    Cirricular = curricular

    Toda a relação humana é uma relação de troca. Seja de bens de consumo, prestação de serviço, atitudes éticas ou sentimentos. Todas as relações humanas fundamentam-se no princípio da reciprocidade.
    (O embasamento seria interessante novamente para que quando você cita princípios de troca, reciprocidade a pessoa possa linkar de onde você tirou esse conhecimento.)

    Partindo desse princípio, o jornalismo econômico deveria ser assunto cotidiano, popular e dirigido a todas as camadas sociais, pois trata das relações de troca, tão presentes na dia-a-dia de todas as pessoas.
    (O gerúndio enfraquece o texto)

    O que se percebe, porém, é que tais assuntos concentram-se em uma faixa restrita da população. Alguns setores das classes A e B.

    Com isso, o jornalismo econômico tornou-se segmentado e específico; cada vez mais distante das maior parte da população. Distância que se percebe na linguagem utilizada nesses veículos (sempre muito técnica e formal), e no preço das publicações (cerca de R$ 5,00 por jornal). O Jornalismo econômico parece propositalmente distante da maior parte da população.
    Das maior = das maiores partes
    O “parece propositalmente distante” dá a idéia que você não tem certeza, o que não procede ao conversar com você sobre o assunto.

    Veículos tradicionais, como a Gazeta Mercantil e Valor Econômico, absorvem quase todo o público consumidor desse tipo de notícias.
    Começar com um artigo colocaria mudaria essa frase para melhor.
    Você utilizou de muita sinceridade ao falar “quase todo”

    O acompanhamento e, principalmente, a participação nas transformações econômicas recentes do país, não é vivenciado, se não por uma pequena fatia da população. Estima-se que somente cerca de 0,5% dos brasileiros acapanhem tais assuntos. Isso é o que afirma o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
    Aqui está o embasamento que acredito que ficaria muito melhor em cima para sabermos em que você se baseia para afirmar tais dados.
    Acapanhem = acompanhem

    Tal afastamento, faz com que o crescimento econômico do país, o maior dos últimos 30 anos, não se reflita com peso nas classe mais pobres, que permanecem distantes das oportunidades oferecidas.
    Nas classe = nas classes

    O jornalismo econômico perde uma grande oportunidade: a de ser mais transparente, objetivo, aplicável e próximo da massa. Um assunto popular e cotidiano.

    3 pontos positivos
    1 – O preço da publicação como um empecilho para classes menos favorecidas
    2 – O uso do economês que faz com que a maior parte das pessoas não ache interessante sua linguagem formal
    3 – A citação da pesquisa do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

    3 pontos negativos
    1 – A falta de embasamento no começo do texto
    2 – Gerundismo no inicio de frase
    3 – Faltou a sua assinatura

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