O lixo que é um luxo

Junho 15, 2008 by alunosmarques

A desvalorização do lixo está com os dias contados, pois muitos artistas e empresas estão desenvolvendo peças finas como jóias e móveis de alto padrão.

 

 

Cada brasileiro produz diariamente, uma média de seis quilos de lixo. Um número astronômico ao se considerar o espaço físico que esse material ocupa. A coleta seletiva é apontada pelos especialistas em meio ambiente como a ação de emergência mais adequada para as condições de São Paulo que produz 15 mil toneladas de lixo por dia.

 

Há pelo menos dois anos, autoridades municipais, então responsáveis pelos serviços de limpeza urbana, declararam a saturação dos aterros de São João, em Sapopemba, na zona leste, e o Bandeirante, em Perus, na zona oeste. Como a capital não dispõe de outras áreas próprias para o depósito de lixo, os dois aterros continuaram recebendo o lixo. A possibilidade de contaminação do lençol freático aumenta dia após dia nas proximidades desses aterros, o que coloca em risco a saúde pública. Do total de lixo coletado na capital, apenas 4 toneladas (0,03%) são recolhidas de forma seletiva.

 

Muitas empresas, condomínios e conselhos de bairro estão cada vez mais adotando a coleta seletiva do lixo. Pois mesmo que a prefeitura ainda não tenha infra-estrutura para promover a coleta seletiva do lixo, as pessoas optam mesmo assim por jogar seu lixo separadamente, devido ao crescimento de cooperativas que coletam esses materiais, e até pessoas que recolhem o lixo para vendê-los a essas cooperativas.

Com isso, muitos artistas plásticos e designers, estão desenvolvendo suas “esculturas” com materiais descartados no lixo, reaproveitando-os. Alguns utilizam-se até de materiais curiosos. Como Bagaço de cana misturado com fios de ouro e prata, a espinha dorsal de um cação, que são feitas jóias como pingentes e pulseiras com prata e coral, caixa de pizza com jogos de tabuleiro como jogos-da-velha, quebra-cabeças na forma de formiga, árvore ou dinossauro e sobras de aço retrabalhadas na forma de porta-canetas, porta-vinhos ou revisteiros.

Essas são apenas algumas das iniciativas que dão um novo destino ao lixo, muitas vezes, com status de peças de luxo. E a tendência é que cada vez mais idéias como essas conquistem espaço no mercado.

 

 

 

 

 

Artefacto entra na onda das empresas verdes

Muitas empresas apostam no verde para seus novos projetos afim de colaborar para a preservação do meio ambiente.

A natureza está pedindo socorro, o mundo está entrando em colapso. Sendo assim, muitas empresas estão se adequando ao perfil das organizações parceiras do meio ambiente.

Esse seguimento vem crescendo e ganhando cada vez mais seguidores por colaborarem com o meio ambiente e assim acabam agradando o público em geral, pois todos querem o bem da natureza.

Em entrevista com Harley Alves, assessor de imprensa da loja Artefacto, conseguimos maiores explicações sobre a preocupação das empresas com o meio ambiente.

 

As paredes são revestidas com madeira de demolição.

 

 

 

 

 

 

TA: Como você avalia a tendência das empresas aderirem praticas de ecologia e de sustentabilidade? 
HA:
A onda verde é uma tendência de grande parte das empresas e surge como reflexo de uma postura mais consciente do próprio consumidor e da necessidade das empresas de se adaptaram ao esgotamento das reservas naturais. Além disso, o consumidor está mais atento às causas sociais, assim a empresa que demonstra atenção ao meio ambiente e presta auxílio aos menos favorecidos é observada por esse público. O momento ecofriendly também é uma forma de fidelização dos clientes.

TA: Você acredita que o consumidor possa se sentir desprestigiado com a venda de produtos reaproveitáveis?
HA: Muito pelo contrário, ser ecologicamente responsável é uma forma de estar alinhado à exigência dos clientes em geral, principalmente do consumidor que quer estar antenado com o que acontece no mundo e se sente satisfeito em poder contribuir com a sustentabilidade do planeta. 

TA: Quais são os produtos reaproveitados disponíveis à venda?

HA: Observo que o campo de atuação para a utilização de materiais é muito amplo, desde o reuso de água, até a formulação de tintas com garrafas pet, uso de madeira de demolição para a decoração, ladrilhos para mosaicos, além de tudo que vem de ações como o artesanato, que hoje produz efeitos de texturização com fibra de casca de banana. Na comercialização de commodities como o linho, por exemplo , praticamente tudo é utilizado, desde a palha que envolve a fibra, destinada para alimentação de animais, até a semente que é transformada em produtos do mercado de alimentação e de higiene pessoal.

Matéria de gaveta: A politização está indo para as periferias

Junho 15, 2008 by alunosmarques

Com a proximidade das eleições, todos os setores da sociedade se agitam. Programas eleitorais, noticiários eleitoreiros, ações de propaganda e um número recorde de escândalos. Assiste-se ao circo armado pela imprensa brasileira na cobertura eleitoral, promovendo-se uma verdadeira poluição informativa, que, na realidade, tem formado opinião em vez de informar o eleitor, principalmente em relação àquele que não tem condições de assimilar e entender as informações passadas.

 

 

Nos subúrbios, localiza-se a massa trabalhadora que sai antes do sol raiar e só retorna no início da noite. Cansada por mais um dia de luta pela sobrevivência, só pensa em chegar em casa para restabelecer as forças, acompanhar a programação televisiva, ou seja, alienar-se pela novela para esquecer os percalços de sua realidade massificante – trata-se, pois, da fuga de cada dia que tem construído uma sociedade alheia à sua realidade política. Ficando, então, sem tempo e capacidade para se informar sobre a política e a economia do país - vivendo de “pão e circo”. E assim, fortalece-se o discurso das ilusões, das promessas reconfortantes; fala-se o que o povo quer ouvir e, principalmente, aquilo em que ele quer acreditar. Eis, portanto, uma face do processo de politização às avessas da periferia.

 

Na outra face desse processo, muitas ONG’s estão diariamente fazendo com que essas pessoas se interajam mais com os acontecimentos diários, por meio de diálogo, e não impondo as informações. Como exemplo, a comunidade de Heliópolis, onde a maioria dos moradores repudia a alienação das telenovelas, devido ao fato de não retratar a sua realidade. Preferindo então ouvir a rádio local, a fim de buscar soluções, conjuntamente, para uma melhoria na qualidade de vida, cobrando quem lhe deve. Ou seja, não esperam que os governantes tomem atitude, eles irão cobrá-los, pois, quando informados, sabem em quem votaram, o que lhes foi prometido, e, acima de tudo, o que lhes é de direito. É um programa de politização gradual, que está além panfletagem televisiva.

 

Acontece que, exemplos como esse de Heliópolis ainda não compõe todo o cenário das periferias – são casos pontuais. O que faz dessa sociedade um instrumento passivo à politicagem dos dias de hoje.

 

O desinteresse assola a massa, pois a cultura popular brasileira cada vez mais se vira para o conformismo.

É o famoso “tá ruim mas tá bom”, “rouba mas faz”, ou então o histórico “ai que preguiça” de Macunaíma. Alimenta-se, assim, a ética da malandragem política, já que a principal arma contra a corrupção é uma sociedade politizada e participativa. Todavia, não se tem conscientização política sem educação de qualidade: a maior vergonha do Brasil não está no Vale do Jequitinhonha, está nas salas de aula; a nossa pobreza não é denunciada pelo “Fome Zero”, mas sim pelo nosso analfabetismo funcional – somos todos Fabianos à mercê dos ventos sazonais soprados pelo poder.  

 

Finalmente, os políticos brasileiros cada vez mais subestimam a sociedade, fazendo do horário político um circo, onde cada um promete coisas surreais, e o povo desinformado acredita, pois logo não está interado com os acontecimentos atuais. Ainda. a população muitas vezes devido à corrida pela sobrevida, acaba não tendo oportunidades de estudo, tendo que aceitar sua condição. E os governantes se aproveitam e até se desinteressam pela educação para manter seus currais eleitorais, onde se comercializa o voto tal qual em uma feira livre.

 

Educação de qualidade para quem precisa - Tancredo Jr

Junho 14, 2008 by tancredojr

Não é fato recente que ouvimos falar sobre a má qualidade do ensino público e privado no Brasil. Desde a pré-escola, passando pelo ensino fundamental – que deveria ter a responsabilidade de formar os pequenos alunos com bases sólidas –, têm-se percebido uma má vontade dos poderes públicos em promover uma educação de qualidade, seja ela oferecida pelo Estado ou provida pelas instituições particulares, que assumiram para si – de forma meio capenga – o legado de bastiões da formação intelectual do brasileiro.

Em se tratando de uma nação formada em sua essência na desigualdade e discriminação social velada, bem poucas famílias tem condições ou o privilégio de colocar seus filhos em uma boa escola paga, criando, assim, uma casta de “nobres filhos de papai”, que podem pagar uma boa escola, e outra de “pobres filhos sem pai”, aqueles que estão fadados ao fracasso intelectual por não possuírem condições de estudar em uma boa escola.

Essa precariedade educacional do País, que parece ser generalizada e já começa na base – solapada por má formação dos professores e seus salários baixíssimos – sugere, óbviamente, que o topo tende a desmoronar, lentamente, sem fazer ruído ou alarde, passando despercebido por aqueles que deveriam cuidar e zelar da intituição mais nobre que uma nação possui: a educação de qualidade para todos, gratuita, sem distinção de raça, credo ou condição social e econômica. Afinal, está na Carta Magna, o direito à educação é inegociável.

Tome-se como base e referência desse desnível econômico e social o fato de o próprio ministro da educação, Fernando Haddad, ter seus filhos matriculados em escola particular. É prova tanto do poder econômico no qual ele e sua família estão inseridos, quanto da sua evidente desconfiança na qualidade da educação pública.

Seria injusto, porém, apontá-lo como um Judas. Não só ele, mas a grande monta de políticos assim o faz.

Quem pode e tem juízo, por pior que seja, é melhor ter seus filhos e parentes estudando em escolas particulares do que em escolas públicas.

Tudo se explica facilmente, pelo menos na teoria. Depois do golpe militar de 64, a partir dos anos 70, o Brasil teria deixado de investir na qualidade educacional, por culpa dos governos militares, que se preocupavam mais com a caça aos comunistas do que com o que se ensinava nas escolas públicas.

Essa corrente de pensamento parece embasar-se na comparação com o nível do ensino público nas décadas de 50 e 60, pois quem viveu nesse período afirma que o glamour e a qualidade efetiva da escola pública era um referencial para todas as famílias tradicionais da época.

José Sérgio F. de Carvalho, professor de Filosofia da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) aborda essa questão em um artigo de sua autoria denominado “A qualidade de ensino vinculada à democratização do acesso à escola”, publicado no site www.scielo.br.

Por fim, há inúmeras pesquisas, artigos e trabalhos acadêmicos que tentam decifrar, ao longo dos últimos cinquenta anos, o que realmente deu errado no sistema educacional brasileiro.

Fato é que a má formação, iniciada já na base da pirâmide (a pré-escola e o ensino fundamental), acarretará uma ruptura que só será notada de forma mais clara no topo, ou seja, no ensino superior, culminando com vexames de várias instituições de ensino superior constatado no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia o conhecimento dos alunos, e no IDD (Indicador de Diferença de Desempenho), que compara o desempenho de calouros e formandos e mede o quanto o aluno absorveu de conhecimento na universidade.

Em sua última edição, esses exames constataram, por exemplo, que a Universidade Federal da Bahia (UFBA), uma das mais tradicionais do país, obteve nota abaixo da média na avaliação do curso de medicina, o primeiro do país, criado em 1808.

Pode não ser nada. Mas se observarmos que do total de 17 universidades avaliadas pelo MEC, quatro são instituições geridas diretamente pelo poder executivo federal, estamos diante de um quadro que aponta para um sistema público de ensino superior que pode estar defasado e carente de reestruturação.

Em 2007, segundo dados do Censo da Educação Superior, o total de alunos que se formaram nas universidades públicas diminuiu 9,5%, e a principal razão dessa queda é a falta de investimentos dos governos federais e estaduais nas instituições que estão sob a sua gestão. Em segundo lugar, o censo aponta o descontentamento dos estudantes em relação à qualidade dos cursos oferecidos.

Sobram, assim, vagas nas universidades particulares, que oferecem cursos com péssima avaliação e poucos professores com mestrados ou doutorados, turmas com o dobro do número de alunos, alta rotatividade provocada pela ampla desistência. No final, essas universidades terão formado profissionais frustrados e sem o menor preparo para o mercado de trabalho.

Diante de tudo isso, cabe a nós, leigos ou doutores, estudantes ou professores, políticos ou cidadãos comuns, a missão de reavaliar se realmente esse é o modelo educacional que queremos manter para as próximas gerações, ou se desejamos uma reformulação completa do sistema que hoje nos é oferecido.

Mas não basta apenas desejar mudanças. É preciso enfatizar os erros já conhecidos e exigir dos legisladores e poderes executivos políticas públicas eficazes e consistentes, que tragam resultados evidentes.

Por Tancredo Junior

Assinatura - Thiago Benevides

Junho 13, 2008 by Thiago Benevides

COISA DE GENTE LOUCA

Junho 12, 2008 by alunosmarques

Tem gente normal, que tem empregos normais, com horarios normais, mas no mundo tambem tem gente louca, com profissões loucas. trabalhos loucos, em ambientes insanos, mas que fazem a alegria de muitos alem de proporcionar beleza e satisfação pessoal, assim como deixar a vida um pouco mais amena e colorida.

Assim é a vida de que trabalha com cenografia e adereços; uma correria infernal aonde as vezes prima o ego inflado do idealizador ou os caprichos da produtora,

mas que proporciona fantasia, sonho e ilusão. Fazer cena, construir um cenário é para quem faz um trabalho com que de paixão, mas que muitas vezes passa despercebido do usuario final, o publico; afinal quando voce foi a um parque temático, shoping center, teatro ou assistiu um bom filme e reparou no cenário? quantas vezes você pensou… Quem foi o doido que fez isso?

Então de hoje em diante saiba que um maluco idealizou (o cenográfo), outro louco descobriu quem poderia fazer (o produtor), outro demente aceitou o desafio (o cenotecnico), e mais uns tres idiotas perderam muita noite de sono, para deixar pronto num prazo exiguo ( o escultor, o aderecista e o pintor de arte), para algum merda dizer que, aquilo ate o filho dele faria (o puxa sáco) uma esnobe dizer que viu parecido em Nova Iorque ( a dondoca) um aloprado achar que as vendas vão “bombar”, (o marketing) e um fissurado achar que esta caro (o financeiro)…Um verdadeiro balaio de gatos, até que um sorriso infantil seja compensador, ao dizer a frase ” Uia pai; que da hora”

Realmente é coisa de gente doida.

Cenário é….

Um cenário é composto de elementos físicos e/ou virtuais que definem o espaço cênico, bem como todos os objetos no seu interior, como cores, texturas, estilos, mobiliário e pequenos objetos, todos com a finalidade de caracterizar o personagem, e tendo como base os perfis psicológico e econômico determinados na sinopse ou em um briefing.

Antonio M daCosta

Criatividade na Hora de Ensinar - Matéria de Gaveta

Junho 12, 2008 by alunosmarques

CRIATIVIDADE NA HORA DE ENSINAR

Método inédito traz diversão e estímulo para o aprendizado da tabuada

 

Aprender a tabuada quando se tem nove ou dez anos de idade não parece uma tarefa fácil e agradável. Decorar a tabuada do 7, por exemplo, somente para fazer a prova do dia seguinte pode tirar o sono de muitos estudantes. Este método tradicional não costuma estimular o aprendizado das crianças. Elas são induzidas a um ensino “mecânico” em que a “decoreba” é uma prática muito mais recorrente do que a própria assimilação do conteúdo.

 Segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), estudantes da 4ª série, testados em questões de matemática, estão no nível crítico. Estes alunos não conseguem compreender a linguagem matemática e os comandos operacionais elementares compatíveis com a série. Esse quadro mostra a necessidade de implantação não apenas de políticas de melhoria da qualidade da educação, mas também da iniciativa de pedagogos, diretores de ensino e professores na capitação de novos métodos para o ensino.

Pensando nisso, o matemático Joaquim Júlio de Orlando Canaan, formado pela Faculdade de Passos (MG), desenvolveu um projeto, em parceria com a M&B Central de Apoio Educacional e Cultural, para facilitar o ensino da tabuada. Idealizado a partir de 1971, a principal dificuldade para a conclusão do invento era reunir as 36 combinações possíveis em 9 figuras diferentes de modo que pudesse apresentar os 81 resultados da tabuada.

A Matriz Canaan, assim denominada, permite o exercício de toda a tabuada através da montagem de um quebra-cabeça com imagens que representam o meio ambiente e nove figurinhas, numa infinidade de combinações. “Cada figurinha tem, no seu verso, um conjunto de nove multiplicações, nas quais os multiplicandos e multiplicadores vão do 1 ao 9, sem repetições”, explica o professor Canaan.

À primeira vista, o projeto pode parecer complicado, mas quando a criança entra em contato com o material compreende de maneira lúdica a proposta do trabalho. O encaixe correto de cada peça com sua respectiva figura indica que a criança acertou o resultado da multiplicação. “A intenção é fazer com que a criança aprenda a tabuada brincando”, afirma o professor Canaan.

Além disso, um outro objetivo da Matriz é provocar a interdisciplinaridade, pois cada imagem que constitui o quebra-cabeça vem acompanhada de um texto de apoio sobre o meio-ambiente. “A tabuada deve ser um meio para a produção do conhecimento e não um fim em si mesma”, diz o professor Júlio Canaan.

A Matriz Canaan foi apresentada no evento realizado no Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEEESP) em maio de 2002 e contou com a presença de professores do ensino fundamental, coordenadores pedagógicos da rede particular e também da rede pública de ensino.

Após análises e pesquisas deste projeto, coordenadas pela professora Maria Regina Ribeiro de Stefano, supervisora do Departamento de Cursos, o SIEEESP decidiu apoiar o lançamento da Matriz Canaan em seu âmbito de atuação. Para a professora Maria Regina, o produto é “uma ferramenta eficaz que pode ser utilizada não só pelos professores em sala de aula, mas também é recomendado como um material de apoio extracurricular”.

            O inédito empreendimento pode não solucionar os problemas enfrentados pelo sistema educacional brasileiro, porém é uma saída diferente. Ações como essa podem ser benéficas tanto para alunos, que passam a ter uma maior motivação e capacidade para o entendimento de diversos conteúdos - não só os da matemática -, quanto para o corpo docente que pode expandir métodos criativos para as outras disciplinas tornando o ensino mais divertido.

           

                                                                                                                               Daniela Poiano

 

 

É fácil entender economia? Por Luciana Matiazzo - Box

Junho 11, 2008 by lmatiazzo

 

Coisa de maluco é economia. Entendê-la no Brasil é um exercício contínuo. Observemos a loucura do Banco Central para manter o câmbio. O nosso controlador ecônomico (BC) correu a caça de lotes e mais lotes de verdinhas para tentar conter o despencar alusivo. Que hoje já está com o menor patamar desde abril de 2001. Negociaram a 2,19, um pouco menos do que valor que nossos economistas citaram como cotação mínima (2,21 em 6/10). Bem, para completar desde novembro até o presente momento a balança comercial registra recordes inéditos de superávit. Bom, isso por um lado é bom, mas por outro deixa os analistas do BC maluquinhos. Porque com mais dólares no país é possível que os níveis baixos na cotação da taxa de câmbio concretizem aquela piadinha de que com uma abundância de dólares no mercado a taxa naturalmente cai. Mais crédito para os economistas?

Fotonovela - Em 50 anos essa ilha sumirá do mapa

Junho 11, 2008 by tatianeramos

Fotonovela

 

 

 

 Por:

Caos Urbano - Matéria de Gaveta

Junho 11, 2008 by tatianeramos

 

A população brasileira cresce num ritmo alucinante. Em 136 anos passou de 10 milhões para 190 milhões de habitantes, segundo dados do Recenseamento da População do Império do Brasil e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Em média 85% dessa população vivem nas áreas urbanas, onde se destacam São Paulo e Rio de Janeiro.

A cidade de São Paulo não pára de crescer. Os 11 milhões de habitantes convivem com o agravamento de problemas relacionados à habitação, ao desemprego, a má distribuição de renda e ao meio ambiente, neste item, o lixo pede redobrada atenção.

Um recente estudo da Prefeitura de São Paulo afirma que cada habitante gera mais de 1 quilo de lixo por dia, chegando ao total de 15.000 toneladas diárias. De todo o montante apenas 1% é reciclado. Os 99% restantes são destinados para processos como aterramento e queima, podendo ser despejados a céu aberto, como acontece nos “lixões”, ou em rios e córregos.

O depósito inadequado do lixo em rios e lagos contaminam lençóis freáticos e mananciais, facilitando o surgimento de epidemias devido às doenças transmitidas por insetos, roedores e por água contaminada. A população que habita a área dos mananciais é a principal responsável pela contaminação da região por descartar lixos de forma irregular.

Os aterros e depósitos são a saída para a destinação do lixo urbano. Em São Paulo, o Aterro Bandeirantes, considerado um dos maiores do mundo recebe diariamente 7.000 toneladas diárias de lixo. A mais de trinta anos de funcionamento, calcula-se que armazene mais de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Enquanto nos aterros o armazenamento do lixo se excede, já que muitos materiais não se decompõem facilmente, a cidade sofre com o lixo depositado irregularmente nas ruas que causam enchentes e entupimento dos bueiros.

O iminente caos só poderá ser adiado se o excesso de lixo for combatido. A ordem é diminuir a produção de lixo, reutilizar materiais e reciclar. Infelizmente, apenas a reciclagem não é suficiente para solucionar o problema, considerando que grande parte da população pode consumir excessivamente com a desculpa de mandar o material para reciclagem depois.

É necessário consumir conscientemente. Uma sacola a menos no supermercado, uma pausa para pensar no meio ambiente antes de imprimir, a adoção de copos de uso pessoal no escritório, abandonando as embalagens descartáveis. São sugestões rápidas e fáceis de serem seguidas que podem ajudar a mudar a realidade do lixo.

São Paulo exige cuidado, a fim de evitar a degradação da qualidade de vida. E esse cuidado só depende da nossa dedicação.

Por:

Assinatura

Junho 11, 2008 by alinefontes