Copa América: 92 anos de tradição
A Copa América é o torneio continental mais antigo do mundo. A primeira disputa oficial aconteceu em 1916. O palco da disputa foi a cidade argentina de Buenos Aires. Participaram da competição Argentina, Brasil, Uruguai e Chile.
A seleção brasileira terminou na terceira colocação. Empatou em 1 a 1 com Chile e Argentina, e perdeu para o Uruguai por 2 a 1. Os uruguaios, que golearam os chilenos por 4 a 0 e ficaram no 0 a 0 com os argentinos, foram os campeões. O Uruguai também teve o goleador: Gradín com três gols.
Em 1917, os quatro países voltaram a medir forças em Montevidéu. Na estréia, o Brasil perdeu para Argentina por 4 a 2, e na partida seguinte foi goleado pelos anfitriões por 4 a 0. Vitória, a esquadra brasileira só conseguiu no último confronto: 5 a 0 sobre o Chile.
O título do torneio foi decidido entre Uruguai e Argentina. Os uruguaios venceram por 1 a 0, conquistando o bicampeonato. Para o torneio em 1919, foi escolhido como sede o Brasil. Para não repetir o fracasso em 1916 e 17, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos montou uma seleção à altura de representar o país.
Com um ataque, em que se destacavam Friedenreich e Neco, o Brasil começou com uma goleada: 6 a 0 sobre o Chile. Na outra partida, o Uruguai venceu apertado a Argentina por 3 a 2. Na segunda rodada, os chilenos foram derrotados pelo o Uruguai por 2 a 0, e os brasileiros venceram a Argentina por 3 a 1.
Com o resultado, a briga pelo título ficou entre Brasil e Argentina. Numa partida muito equilibrada, no estádio das Laranjeiras, os dois países não passaram de um empate (2 a 2). Como ambos terminaram com cinco pontos, foi realizado um jogo extra. Desta vez, com um gol de Friedenreich, o Brasil chegou a primeira conquista sul-americana. O gol garantiu a Friedenreich a artilharia do torneio, ao lado de Neco, com quatro gols.
Essa foi a primeira de muitas conquistas que o torcedor brasileiro comemorou da Copa América. É uma competição que perdeu um pouco o charme e importância, mais que ninguém quer deixar de ganhar, afinal, sempre é bom levar mais um troféu para casa.
Por Dimas Coppede
editada por José Ricardo de Jesus