Uma das primeiras formas de se ver o jornalismo encarava-o como um espelho da realidade. Mesmo nos textos mais opinativos, o que era uma prática corrente na época, era a realidade que estava ali exposta, e os leitores nem imaginavam que a informação tinha sofrido algum tipo de influência do repórter que redigiu a matéria.
Até mesmo nos dias de hoje, algumas pessoas ainda vêem os jornais como um espelho da verdade, uma janela através da qual pode-se ver tudo que existe.
Ao analisar-mos os diferentes veículos de comunicação, podemos perceber o quanto essa visão é falha. Um exemplo claro disto é que um mesmo fato, pode ser narrado de diferentes formas por cada um dos jornais que o noticiem. As diferenças podem muitas vezes serem creditadas a linha editorial de cada uma dessas mídias. Um modus operandi que determina o que deve ou não ser noticiado, como será a notícia e qual postura terá o veículo diante do fato.
É fácil percebermos por exemplo o espaço que um acontecimento ganha nas páginas dos jornais. Alguns darão uma ou mais páginas, com fotos e infografias, outros por sua vez não darão mais do que uma nota, isso se for noticiado.
É fácil perceber também que muitas vezes jornais diferentes tomam posturas diversas sobre algum fato, chegando às vezes a noticiá-lo de maneiras opostas. No caso do acidente do ônibus na via dutra por exemplo, o repórter diário publicou que os passageiros afirmaram ter tentado deter o motorista, enquanto no portal G1, um dos passageiros afirma que “O motorista devia estar desorientado. Ele fez um retorno e veio na contramão”.
Torna-se indispensável que tenhamos uma visão mais crítica de tudo que é veiculado, sem tomarmos tudo que lemos ou assistimos nos noticiários como verdadeiro, mas questionemos e analisemos o que pode ou não ser fruto da visão do próprio jornal sobre um fato.
Se a linha editorial é boa ou ruim, se ela acaba com a imparcialidade do jornalista, ou se dá unanimidade ao pensamento do jornal como um todo, é uma questão a ser discutida, mas temos antes de tudo que nos acostumar com ela, pois é uma realidade que está presente em todas as empresas jornalísticas.
Escrevi com pressa, depois eu edito.
Thiago Benevides, Estela Paiva, José Célio, Antônio Marcos da Costa, Vera Lúcia, Thais Ventura e Amanda Lopes
Abril 24, 2008 em 1:13 am
1.O texto esta bom,porém pra mim esta muito formal, sei que a linha editorial porém eu não usaria.
2.O texto esta um pouco curto também, você poderia ter destrinchado melhor o tema.
3.O tema ajuda na reflexão, muito legal as frases estão bem colocadas e continuas.Entretanto o final ficou um pouquinho pobre, jogando a bola para o leitor.
ASS:Sâmera Rocha.